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quinta-feira, 27 de março de 2014




Pés, sapatos e o Jornalismo da 7.2

Então começamos assim. Tímidos pares, chegando cabreiros, olhando ao redor, intensificando o sentido, procurando por sentido. Aos poucos se juntam, se encontram, involuntariamente apontam para os já conhecidos, acolhem os novos elementos, achegam-se aos mais cúmplices de antes.

Em cores eles se perdem. Amarelo, preto, branco, verde e vermelho. São tantas cores para cada pegada, tantas misturas para um só objetivo, tanto receio a cada busca, tanta vontade de querer tudo, e tudo agora. Ao mesmo tempo.

Agitando-se em risos e desfechos, a preocupação não foge do ritmo. Nem o duro gesso encobre a ansiedade e o desespero: a reta final está chegando e mais perto do que nunca, os desafios aumentam na mesma medida em que os planos tomam forma.

Saltos, rasteiros, folgados e apertados. As plataformas são inúmeras e as condições proporcionadas não têm limites. Perplexos com o inevitável e agraciados com o que os reserva, o tal futuro não abre tempo ao egoísmo. Ou aprende-se a correr atrás do tempo perdido, ou fica-se estagnado. 
O fardo é pesado e com certeza, neste tempo, terceiro tempo, não caberá a nenhum jogador carregar o outro nas costas. Companheirismo é diferente de comodismo. Amizade não é relativa à malandragem. A responsabilidade pulsa em cada um dos corações informantes e, com total destreza e discernimento, eles sabem com quem podem dividir o fardo, alimentar as esperanças.

Desenhados, tatuados, pintando o mundo de fora para dentro, exprimindo intuito e coragem da alma para fora. É preciso coragem e isso nunca os faltou, desde o primeiro momento, desde o primeiro instante. A saudosa sala 42.

Alguns buscam conforto para cada susto, para cada movimento. Pé no chão é sinônimo de realismo, maturidade e comprometimento. Sentir o mundo não é visão compartilhada, mas sim desejo aguçado.

Fora do sapato, fora do mundo, buscando o mundo. Mundo, mundo, mundo.
Esse tal inconsciente protuberante, inimaginável ao sentimento aflito, completamente rendido à alma sequiosa.

Entre pedrarias, tiras e tecidos, eles revelam o que cada um se propõe à perseguir nesta nova jornada: cruzados, buscando segurança e foco nos objetivos já traçados, batendo no chão, inquietantemente ressaltando disposição e exalando compulsão.
Os escrachados ficam mais à vontade, afinal, esse é só o começo do resto desta etapa. Afligir antecipadamente para quê? Para quando?

No círculo que foi formado, cada passo é inesquecível, cada risada ecoa ao ambiente e cada opinião, calorosamente, é exposta ao punho. Poder. sim é ele, é dele nossa missão.
Estamos mais uma vez juntos, em mais uma saga angustiante, em mais um momento derradeiro e, como sempre, levaremos tudo a ferro e fogo com gargalhadas, lágrimas, brigas, sarcasmo, ódio e amor. Tudo junto, nessa mesma amizade.
Afinal, se não fosse assim, não seríamos nós, não seríamos #JOR.

Que venha 2014, o nosso Jornalismo está preparado para você.

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